Brasil: el presidente interino Michel Temer da marcha atrás con la eliminación del ministerio de cultura

El presidente provisional de Brasil, Michel Temer, reinstalará el ministerio de Cultura tras una ola de protestas generadas en los últimos días, luego de haberle retirado el rango ministerial como su primera medida luego de que la mandataria Dilma Rousseff fuera apartada de su cargo.

La eliminación de la cartera generó el descontento de los artistas brasileños, entre ellos Caetano Veloso y el actor Wagner Moura, quienes se movilizaron en al menos 18 ciudades del país suramericano para rechazar la acción de Temer.

De acuerdo con el actual ministro de Educación, Mendonça Filho, la decisión de reintegración será formalizada la semana próxima y declaró que se trata de “un gesto del presidente Temer en el sentido de serenar los ánimos y enfocarse en un objetivo mayor: la cultura brasileña”.

Asimismo informó que frente al ministerio de Cultura estará Marcelo Calero, quien fue nombrado por Temer secretario de Estado de Cultura cuando decidió que la cartera de educación y cultura se fusionaran.

Los artistas brasileños han protagonizado numerosas protestas en los últimos días en rechazo a la supresión de la cartera y exigir la dimisión de Temer.  El escenario principal de estas manifestaciones fue la sede del Ministerio de Cultura, desde donde aseguraron que el Gobierno interino no representa a la población brasileña, debido a que no incluye jóvenes, mujeres, afrodescendientes, ni indígenas.

“Estamos aquí porque [Temer] ha abolido el Ministerio de Cultura, pero también porque no queremos que el Ministerio tenga este presidente. Queremos que este presidente se retire del cargo”, comentó uno de los organizadores de la protesta, Julio Barroso, quien añadió que esta cartera le pertenece al pueblo brasileño.

Asimismo, criticaron que el Ministerio de las Mujeres, Igualdad Racial y Derechos Humanos haya sido fusionado al de Justicia. Advirtieron que no dejarán que todas esas medidas sean aplicadas sin resistencia.

Publicado en Telesur

Após polêmica, Michel Temer decide recriar Ministério da Cultura

O ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou hoje à tarde, na sua conta do Twitter, que a secretaria da Cultura voltará a ter status de ministério, conforme decisão do presidente interino, Michel Temer. O novo ministro será Marcelo Calero, anunciado na quarta-feira como secretário nacional de Cultura.

A decisão foi tomada após Temer ser fortemente criticado pela extinção do Ministério da Cultura (MinC). Vários artistas fizeram comentários negativos após a decisão e mais de 20 Capitais, incluindo Brasília, tiveram protestos pedindo a volta da pasta. No Festival de Cannes, na França, o elenco do filme brasileiro Aquarius chamou a atenção da mídia internacional após exibir cartazes no tapete vermelho alegando que o Brasil está sofrendo um golpe de Estado.

– A decisão de recriar o Minc é um gesto do presidente Temer no sentindo de serenar os ânimos e focar no objetivo maior: a cultura brasileira – anunciou Filho em sua conta oficial do Twitter.

A posse do novo ministro deverá ocorrer na próxima terça-feira. A partir da data, a Cultura não ficará mais subordinada ao Ministério da Educação. A fusão das duas pastas no então Ministério da Educação e Cultura foi tomada por Temer na esteira das decisões de enxugar gastos e de reduzir ministérios.

A alteração foi anunciada na quinta-feira, quando Temer editou a medida provisória 726/2016, na qual reduziu o número de ministérios de 32 para 23. Foi a primeira vez desde o governo ditatorial de Geisel que o Brasil ficou sem uma pasta exclusiva para a Cultura.

Ministro da Educação anunciou a mudança no Twitter:

Foto: Reprodução / Reprodução

O novo ministro da Cultura, Marcelo Calero, é deputado federal pernambucano (DEM) e formado em direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Ele já trabalhou na Comissão de Valores Imobiliários (CVI), na Petrobrás e foi diplomata na embaixada brasileira no México.

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