“A revolução será uma mulher negra”

Por Pedro Alexandre Sanches

Tão jovem quanto a maioria dos artistas que selecionou, o antropólogo periférico brasiliense Dennis Novaes conta sobre suas vivências com a favela e com o Favela Sounds. Sua produção intelectual, expressa por enquanto na dissertação de mestrado Funk Proibidão – Música e Poder nas Favelas Cariocas, está disponível na íntegra aqui.

Pedro Alexandre Sanches: Vamos começar explicando quem você é?

Dennis Novaes: Então, meu nome é Dennis Novaes, estou com 26 anos, sou antropólogo. Sou nascido e criado na periferia de Brasília, no Guará.

PAS: Guará é uma cidade-satélite?

DN: É uma cidade-satélite. Sou músico também, mais compositor pra outras pessoas que de tocar ou encabeçar projeto meu. E acabei enveredando na carreira acadêmica, estou no doutorado agora. Fiz o mestrado e estou fazendo doutorado no Museu Nacional do Rio de Janeiro. Pesquiso funk, estou fazendo trabalho de campo na Cidade de Deus. Estou escrevendo um livro sobre a história do funk, e a Cidade de Deus é esse lugar onde tudo nasceu, foi onde o tamborzão se firmou.

PAS: Sobre o que é a dissertação de mestrado?

DN: É sobre funk proibidão, especificamente funk que fala de criminalidade mesmo, lá no Rio. Acabei me tornando amigo, vários MCs e DJs são meus amigos pessoais de ir pra casa, viajar junto, conhecer família em casamento. Esse primeiro trabalho teve uma repercussão boa, pelo menos na academia.edu tem 8.000 downloads, é uma coisa boa pra um trabalho acadêmico.

PAS: Tem uma linha central?

DN: Tem, o ponto é desmistificar a ideia de criminalidade e de apologia ao crime, pensar o proibidão como uma forma de envolvimento que não é o envolvimento de incorrer em práticas criminosas. Esses caras não são bandidos. Mas eles vão cantar aquilo com engajamento porque as pessoas de quem estão falando são familiares que viveram aquele cotidiano, amigos que cresceram na mesma escola. O posicionamento político não é necessariamente como a gente pensa dentro da academia, mas é um posicionamento político, como todos os outros, envolvido pelo afetos, pela existência, pelo lugar em que se mora, pela forma consequentemente que você vai olhar a sociedade e a política. Se você convive numa dinâmica em que a única parceira do Estado que você conhece é o braço armado, você vai responder aquilo colocando som de tiros na sua música, não é?

PAS: E logo em seguida sendo confundido com bandido pela sociedade, que faz isso com a favela toda.

DN: Exato, que faz isso com a favela toda. E o proibidão, se a gente vai comparar com filmes como Tropa de Elite ou Cidade de Deus, que falam abertamente de violência e criminalidade… Tropa de Elite fala de um policial corrupto que comete crimes de tortura e fere uma série de direitos e leis, mas o filme não é criminalizado, nem as pessoas que o fizeram. A questão não é o que está sendo dito, mas quem está falando, como ocorre na forma como o Estado trata os favelados em geral.

PAS: É uma coisa tão simples de ver, e a gente não enxerga. Eu nunca tinha pensado nisso.

DN: Exato. Uma parte do trabalho, acima de tudo, é falar de como a gente está lidando com artistas que são sucesso no país inteiro. Estamos falando de uma música que canta o cotidiano da criminalidade no Rio de Janeiro, mas tem 10 milhões de visualizações. Isso é um fenômeno de massa, fundamentado no talento gigantesco desses caras. O que tento fazer no trabalho é contar sua história de vida, trajetória, como pensa o mundo, o que faz, coisas que a população em geral sabe de qualquer artista, mas não desses caras que só aparecem nas páginas policiais, o que é um grande absurdo. Mas além desse talento é uma estética, uma narrativa, uma dinâmica que só faz sentido num país com a quarta maior população carcerária do mundo. É entender que cada um desses caras que estão abarrotando as penitenciárias não é uma pessoa. Eles trazem consigo pelo menos cem, embora a ideia da grande mídia corporativa, em grande parte das vezes, e do Estado seja criar o bandido como não-sujeito. Mas, pô, o cara tem família, filhos, amigos, uma trajetória, uma existência que é apagada por todos os meios hegemônicos. O proibidão o traz, por exemplo, como um ser, um ser humano, com desejos, afetos, reflexões.

PAS: E o doutorado?

DN: É uma história do funk, mas por uma outra perspectiva, agora falando muito mais sobre técnicas de produção e circulação da música, de como a estética funk foi se transformando ao longo do tempo, como isso tem a ver com a forma como a tecnologia passou a circular na favela – além de questões políticas que atravessaram todos os anos 1980, 1990, 2000 e atualmente. Sobre como artistas revolucionários abriram portas pra outros caminhos, como fez a Deize Tigrona, que eu acredito que seja uma das artistas mais revolucionárias que a gente já teve neste país. Ela fez o funk do jeito que a gente entende hoje, que é a putaria. A putaria, do jeito que ela fez primeiro, não se fazia. Quero trazer a importância desses artistas e dessas transformações estéticas do funk?

PAS: É esse trabalho que você pretende transformar em livro?

DN: É, aí a gente vai ver o que vai acontecer. Estou procurando editora até pra dissertação de mestrado, que foi indicado pra publicação, mas ainda não corri atrás.

PAS: Em termos de história do funk existem algumas coisas, do Hermano Vianna, do Silvio Essinger, mas não de um cara que venha dessa realidade.

DN: É, sob uma perspectiva diferente. Por exemplo, sobre o proibidão não tem nada. Nem o Essinger pegou. Tem uma demanda grande de saber quem são esses caras. Acho que a resposta que a dissertação tem dado na academia.edu está ligada a isso. É uma coisa meio chocante 8.000 download. Tentei escrever, já sabendo que é um tema de interesse amplo, com zero academiquês, pra que realmente chegasse às pessoas em geral e que os próprios artistas pudessem ler e falar “caraca, é isso”. Foi o retorno que a gente conseguiu. Mas sou fãzaço do Silvio, aquele trabalho é minha bíblia. Já reli umas três vezes, ele fez um campo sinistro. E do Hermano também, é claro.

PAS: Mas eu insisto, nós jornalistas, acadêmicos, brancos podemos contar essa história mil vezes, mas não vai ser a visão do protagonista.

DN: Ah, tem diferença. Mas ao mesmo tempo acho importante, no momento em que a gente está, em que é essencial a questão do lugar de fala. Como em toda luta, a gente tem que ter aliados. Vejo que trabalhos como esses expressam muito bem a necessidade de ter aliados numa dinâmica dessa.

PAS: Inclusive foram feitos em momentos em que não tinha como o protagonista tomar seu espaço. Agora tem?

DN: Exatamente isso. Eu já sou de uma geração que é isso.

PAS: Falando do Favela Sounds, qual é a história desse festival?

DN: Sou amigo de Guilherme Tavares desde os 11 anos de idade. Ele também é do Guará, e a gente estudou   juntos no Colégio Militar de Brasília, embora nenhum dos dois seja filho de militar.  A gente passou lá, eu odiava, tivemos uma série de problemas, mas nos deu uma série de oportunidades. Estudamos música lá, pra passar em vestibular também. Foi a primeira vez que peguei um ônibus pra sair de casa e vir pra cá, aos 11 anos.

PAS: Foi chocante? O Guará é muito diferente?

DN: É. O Guará hoje em dia se gentrificou…

PAS: Este pedaço aqui é diferente de todos os outros lugares do mundo…

DN: É. Meu pai é nascido aqui, porque meu avô era operário. Meu pai nasceu aqui em 1964. Meu tio mais velho é brasiliense de 1960, a cidade ainda não tinha sido inaugurada. Depois eu e Guilherme fomos pra UNB, ele na comunicação e eu na antropologia. Aos 21 ou 22 anos, Guilherme já estava trabalhando como assessor de imprensa estagiário no (festival teatral) Cena Contemporânea, e a gente tinha uma banda de tecnobrega, arrocha e forró eletrônico. A gente só tocava Calcinha PretaAviões do Forró. Nos inspirávamos numas festas de arrocha fantásticas que tem lá no Guará. Éessa conexão que a periferia tem, que é imediata. Bateu lá no Nordeste, já está aqui. Eu já estava começando a falar de funk e rap, dissemos: “Pô, ia ser lindo se a gente fizesse um festival que reunisse esses artistas”. Nessa idade, a gente planejou tudo do jeito que é hoje: os ônibus do festival que trazem as pessoas, que conectam as periferias pra cá, o Papo Reto (rodas de debate nas tardes de festival), o tipo de lineup, que é juntar tanto artistas que são periféricos, mas estão numa cena cult, quanto os artistas de massa. Estamos trazendo Iasmin Turbininha, que é minha amiga, um fenômeno nas favelas cariocas. Estoura o que ela decidir que vai estourar, o que ela botar.

PAS: Tem os artistas estrangeiros…

DN: Os estrangeiros. Por exemplo, a gente era fã de Titica desde 2009.

PAS: A primeira edição teve o mesmo formato?

DN: O mesmo formato, no ano passado. O que neste ano é o Xande de Pilaresfoi Ara Ketu no ano passado. O que é a Tati Quebra Barraco ano passado foi MC Carol. A Turbininha foi o MC Biano, que é o DJ mais famoso de proibidão do Rio, do Complexo da Penha, da Chatuba. A Turbininha é da Mangueira. Às vezes o pessoal da produção nem conhece, “quem é essa pessoa?”, e você vê que a perifa fala em peso “meu Deus, meu sonho era ver o Biano, e ele nunca ia vir pra Brasília”. A Turbininha causou esse mesmo frisson no pessoal das quebradas de Brasília. Você vê como as coisas estão conectadas. Enfim, Guilherme é um talento absurdo, encontrou outro talento que é Amanda Bittar, viraram sócios numa empresa de assessoria de imprensa, que foi crescendo, tomando conta dos maiores eventos da cidade como assessoria.

PAS: Os três são do Guará?

DN: Os três. Eles cuidam da produção, eu não entendo nada disso. Só participo mais da curadoria e da coordenação do Papo Reto.

PAS: Pra conseguir os patrocínios, no cenário que temos hoje, como foi possível?

DN:Assim, olha. A gente pensa muito o Estado como uma coisa monolítica, mas ele não é isso. Claro, tem uma grande complexidade de se fazer isso com apoio de empresas etc., mas não se faz esse tipo de evento de outra forma. Por mais que o momento seja absolutamente crítico, os profissionais que vão parar nas secretarias de cultura e nas agências de fomento das grandes empresas são pessoas engajadas e ligadas nisso. Os funcionários do Oi Futuro, por exemplo, que são muito amigos da minha companheira, que já trabalhou na Secretaria de Cultura do Rio, falam pra ela que o Favela Sounds é a menina dos olhos da Oi hoje em dia.

PAS: Já estava no ano passado?

DN: Não, a Oi entrou este ano. Ano passado foi com dinheiro da secretaria de fomento de Brasília mesmo, do governo do Distrito Federal. Concorremos ao edital, nosso conteúdo é bom pra caralho, é difícil barrar.

PAS: Minha pergunta sobre as circunstâncias políticas foi exatamente por isso, o fato de ser bom poderia ser sinal de que não seria aprovado…

DN: É verdade.

PAS: Da última vez que vi manifestação indígena aqui a repressão era brava.

DN: Repressão absurda, absurda. Na primeira edição a polícia quis quis fechar o Favela Sounds, a gente tinha alvará até 1h30, a polícia queria prender o Guilherme à meia-noite. E a gente mostrando o alvará. A repressão é totalmente descabida, é preconceito, arbitrariedade, totalmente sem sentido. Os caras vêm, e a gente vê que a questão não é legal. É sempre essa tensão. A gente tem advogados que ficam aqui nos shows junto da gente. Mas também é um momento em que, pras pessoas envolvidas no debate com cultura, pautas como a do Favela Sounds têm crescido cada vez mais. O cenário, dentro da academia, da militância artística e cultural, é favorável, embora no sistema macro do Estado seja o pior cenário possível. É uma contradição. Eu diria que o momento que a gente vive, de políticas neoliberais intensificadas, é muito diferente do que era o preconceito e a desigualdade brasileira na década de 1960, porque as elites políticas se distanciaram das elites culturais no Brasil. A elite política brasileira, que são esses feudos – o agronegócio, a bancada do boi e da bala -, não está preocupada com a construção de uma ideia de nação, com nenhum capital cultural que sustente uma ideia de país. Estão preocupados em extorquir, matar, assassinar.

PAS: A fazer tudo aquilo que eles dizem que o proibidão faz.

DN: O proibidão responde.

PAS: O proibidão é uma resposta ao Estado?

DN: É uma resposta.

PAS: Sua dissertação fala isso?

DN: Totalmente. As pessoas perguntam o que eu acho que vai acontecer. Não trabalho sozinho, sou orientado pela Adriana Fassina e e pelo Carlos Palombini, que são pessoas que já falavam o que estou falando agora, são minhas influências diretas. Adriana sempre fala, se perguntam se vai acontecer com o funk o que aconteceu com o samba. Não, porque hoje as elites brasileiras não estão preocupadas em construir uma ideia de nação, como estavam nas décadas de 1930, 1940, 1950. Houve a preocupação de falar que o samba encarnava muito bem a ideia de um Brasil que une as raças, mesmo que isso fosse mentira. Aqui é outro momento político, a pauta vai ser da repressão e da diferença. Vamos ver  até quando isso vai durar. Enquanto o cenário político for isso o funk não vai ser samba.

PAS: Uma das coisas principais da música brasileira atual, que está bem refletida na programação do festival, é a questão trans, gay, negra e feminina, tudo junto ao mesmo tempo. Não sei se ano passado já tinha isso, mas neste ano é evidente.

DN: No ano passado já tinha, mas a gente percebeu e recebeu o feedback de que ainda ainda tinham poucas mulheres. Já tinha uma cantora trans, que era a Rosa Luz, que estava nos debates. A Carol, as cantoras mulheres eram todas negras, tínhamos a Gang do Eletro, caboclos de Belém, a Vera Verônica, uma rapper intelectual ativista daqui de muitos anos, fantástica. Este ano intensificou, e não é só pelo debate. As mulheres estão fazendo sucesso, estão arrebatando a periferia, estão encabeçando a revolução. Como diria Angela Davis, a revolução será uma mulher negra, será feita por uma mulher negra. É o que essas mulheres mostram.

PAS: Essa mulher até pode ser a Titica?

DN: Gente, já é. Larissa Luz já concorreu ao Grammy Latino, é uma das artistas mais completas e inovadoras, faz um show fantástico. As mulheres já tomaram conta.

PAS: Marta Carvalho, do Satélite 061, tem a ver o que com o Favela Sounds?

DN: Bem, a Marta tem um capital, um conhecimento gigantesco de tudo. É muito amiga do Guilherme, minha também. Produz alguns dos festivais mais fantásticos da cidade.

PAS: Conheci ela no festival CoMa, onde ela reclamou publicamente da dificuldade maior de conseguir apoio na atual conjuntura.

DN: Sim, ela passou por uma situação horrível com o Satélite 061, que não conseguiu verba pra acontecer este ano. É um festival tradicionalíssimo, que já acontece há muitos anos. É ela quem está por trás da produção, da estrutura, da execução. Trabalha com a gente, sem ela a gente não conseguiria fazer da mesma forma.

PAS: Os curadores são soberanos pra selecionar projetos, mas configura algo escandaloso ou grave o Satélite 061 não ser contemplado?

DN: Olha, pra cidade é escandalosíssimo, absurdo. Toda a classe artística e produtora de Brasília ficou revoltada, por tudo que a Marta representa. Ela é a referência.

PAS: É um momento de transição, não sei se você usa a palavra golpe, mas eu evidentemente uso…

DN: Uso, claro, pô!

PAS: …No golpe de 1964 foi assim, teve muita arte genial sendo produzida nos primeiros anos, porque era fruto do momento anterior. Os cortes e expurgos vão acontecendo pouco a pouco…

DN: É isso, exatamente, vai cortando aos poucos, a gente ainda não sabe o que o futuro tenebroso nos reserva.

PAS: A verdadeira liberdade de expressão está sob ataque cerrado, com censura a peça com Jesus trans, exposições de arte, nudez… Como é fazer Favela Sounds nesse ambiente?

DN: Então, sinceramente vou dizer que não estou acompanhando muito essas histórias. Quem está preocupado com o Bope entrando na sua rua acaba focando em outro tipo de militância. Sou muito mais militante de direitos humanos em favela, nesse ativismo. 

PAS: Os artistas do Favela Sound podem falar de política?

DN: Eles já são política,  né? Eles que sabem.

PAS: No CoMa não falavam, nem o Emicida que é o Emicida… Parecia ter orientação pra não entrar nisso.

DN: Eu não tô nessa, não passei essa orientação, imagino que nem o Guilherme nem a Amanda.

PAS: Por último, que paralelo você faria entre Cidade de Deus, por exemplo, e Guará?

DN: Não vou dizer que é muito diferente, não. O Guará não é uma favela. É um bairro que começou como uma cohab e hoje sofreu um processo muito claro de gentrificação, ao longo da minha infância e adolescência. É uma configuração hoje muito diferente. Mas no tempo do meu pai, pelas histórias que ele me contra, era a mesma coisa.

PAS: Qual é a música do Guará, por exemplo?

DN: Ah, o Guará exportou muita gente. O GOG veio do Guará, se não me engano. O Natiruts tem um pés, pelo menos morei na casa que era do baterista do Natiruts. É uma vida cultural pulsante.

PAS: Você falou artistas que são de lá, mas que música se consome no Guará? É funk?

DN: O que se consome? Brasília é um melting pot de várias culturas do Brasil inteiro. É complicado encerrar isso, mas tem muito arrocha. Tem um grupo de pagode, Amor Maior, que acabou de gravar uma música com Ferrugem. Na minha adolescência o Guará era conhecido como terra do reggae.

PAS: O sertanejo entra?

DN: Sertanejo está em todo lugar nesta cidade.

PAS: Até porque o “feminejo” é uma vertente…

DJ: Exato, isto aqui é um grande Goiás. Tudo isso se mistura na existência do ser brasiliense.

PAS: E a Cidade de Deus? Continua totalmente dominada pelo funk, ou já misturou mais?

DN: Funk, samba e pagode. É Rio de Janeiro (ri).

PAS: O tecnobrega não chega, né?, é curioso isso.

DN: Bom, agora tem o arrocha, né? O arrocha entrou muito forte. No diálogo da diáspora africana, os maiores sucessos do funk carioca hoje são uma mistura com arrocha. Intensificaram o grave, tiraram os médios, agudos e harmonias pra ficar com mais a cara de funk, mas a base é a mesma do arrocha que se usa no brega-funk pernambucano, como MC Troia. Tem várias misturas de funknejo.

(A reportagem sobre o Favela Sounds 2017 está aqui.)

Publicado en CartaCapital