Gerson King Combo, pionero del soul carioca

376

Morre Gerson King Combo, pioneiro do soul e da black music carioca

Com previsão de estreia em 2021, o documentário «Gerson King Combo – O filme» terá a participação Alcione, Marcelo D2, Leci Brandão, Paula Lima, Simoninha e Fernanda Abreu

Por Julinho Bittencourt

Morreu, na noite desta terça-feira (22), o cantor, compositor e dançarino Gérson Rodrigues Côrtes, conhecido como Gerson King Combo, aos 77 anos, em decorrência de complicações do diabetes.

O cantor, um dos pioneiros da black music, do soul e do funk carioca, iniciou sua carreira no final da década de 60, início de 70, se apresentando em bailes com a banda Fórmula 7. Chegou a ser chamado na época de “James Brown brasileiro”.

Atingiu o sucesso apenas no final dos anos 70, após lançar vários compactos que passaram despercebidos. Diversas canções de seus dois primeiros álbuns, “Gerson King Combo”, de 1977, e “Gerson King Combo – Volume II”, de 1978, como “Mandamentos Black”, “God Save the King”, “Funk Brother Soul” e “Good Bye” explodiram nas rádios e nos bailes.

King Combo abandonou a carreira artística após diminuir o interesse no movimento da black music e passou a trabalhar como produtor de eventos. É considerado um dos principais nomes da música negra brasileira, juntamente com Tim Maia, Hyldon e Cassiano.

Foi redescoberto na década de 90 e chegou a fazer mais dois álbuns, sem repetir o sucesso dos anteriores.

Com previsão de estreia em 2021, o documentário “Gerson King Combo – O filme”, dirigido por Belisario Franca e David Obadia, acompanha momentos intimistas e públicos de Combo e terá a participação de nomes como Alcione, Marcelo D2, Leci Brandão, Paula Lima, Simoninha e Fernanda Abreu.

Revista Forum


Gerson King Combo lutou contra o racismo e divulgou a arte da periferia

Por Leonardo Rodrigues

Hoje o Brasil ficou mais triste, branquelo e paradão na pista de dança. Gerson King Combo, rei dos bailes cariocas, morreu aos 76 anos no Rio. E é uma pena que muita gente só descobriu quem ele era depois de ser citado por Babu Santana em uma festa do último BBB. Pecado sem perdão, brother.

 

Ver esta publicación en Instagram

 

GERSON KING COMBO! #gersonkingcombo #bbb20 #babusantana

Una publicación compartida por Gerson King Combo (@gerson_kingcombo) el

A importância de Gerson Pioneiro do soul e funk no Brasil, ele é um dos grandes nomes da nossa música negra, ao lado de Tim Maia, Hyldon e Cassiano. Filho de um policial de Madureira, Gerson foi um dos maiores expoentes dos «Bailes da Pesada», que botaram a periferia para dançar nos anos 1960 e 1970.

 

Ver esta publicación en Instagram

 

Essa é do comecinho da minha carreira lá nos anos 60. #gersonkingcombo

Una publicación compartida por Gerson King Combo (@gerson_kingcombo) el

Por influência dos lendários DJ’s cariocas Big Boy e Ademir Lemos, esses bailes se destacavam por tocar hits do funk e soul americanos no Canecão e, depois, na zona norte do Rio. As festas, lendárias, lançaram MCs, cantores e aos poucos se espalharam pelo Brasil e viraram fenômeno cultural.

 

Ver esta publicación en Instagram

 

Brother, Feliz Dia dos Pais para Todos!!! #gersonkingcombo #felizdiadospais #euteamobrother #mandamentosblack

Una publicación compartida por Gerson King Combo (@gerson_kingcombo) el

Ou seja, Gerson King Combo, ou o «James Brown brasileiro», astro dos bailes, ajudou uma música, uma arte e um estilo antes marginalizados a ganhar atenção da mídia e gravadoras. Um feito fenomenal.

Rei do underground

Vestido com chapéu, capa e com o punho em riste, Gerson era um monarca do funk que exultava a raça negra nas letras e falava de igual para igual com brothers e quem quisesse entrar na dança. Sua importância foi tão grande a ponto de influenciar Tony Tornado e o gênio Tim Maia.

Ele apareceu no final dos anos 60, após servir no Exército e desbundar com a Jovem Guarda. Gerson, por sinal, é irmão de Getúlio Côrtes, compositor de hits do gênero. Mas ele pirou mesmo foi com o estilo de James Brown, que inspirou seu primeiro álbum, «Brazilian Soul», lançado em 1970.

Mas ele só ficaria famoso mesmo depois de vários anos cantando em bailes e no underground. Principalmente depois de 1976, quando «Jornal do Brasil» publicou uma grande reportagem mostrando o que era o crescente e sacolejante movimento Black Rio.

Dali em diante, ele foi contratado pela Polydor e, produzido por Ronaldo Corrêa e acompanhado pela Banda União, lançou dois discos fundamentais da música black brasileira: «Gerson King Combo» (1977) e «Gerson King Combo – Volume II» (1978). Bíblias do nosso funk. Influentes do rap ao funk carioca.

Você sabia que, apesar de toda a influência de James Brown, o nome Gerson King Combo faz referência à banda norte-americana King Curtis Combo, do saxofonista de soul King Curtis (1934 – 2018)? Referência é tudo.

UOL


Gerson King Combo: veja repercussão da morte do cantor

O grupo Racionais MC’s, Wilson Simoninha, os rappers Thaide e Rashid e outros famosos lamentaram a morte de Gerson King Combo aos 76 anos.

Cantor pioneiro do soul morreu na noite desta terça-feira (22) em decorrência de infecção generalizada e complicações da diabetes após súbita internação.

 

 

 

 

 

Ver esta publicación en Instagram

 

Esse foto é na Sala São Paulo em novembro de 2019. Por mais uma vez fiz a direção musical do Troféu Raça Negra. Nesse ano a homenagem foi ao @tonytornadooficial. Dentre os artistas que escolhi para participar estavam @carlos_dafe e @gerson_kingcombo ícones da Black Music brasileira. Gerson trabalhou muito com meu pai e eu o conhecia desde criança. Eu sempre o lembrava de um número que assisti no Canecão em que meu pai desaparecia do palco e reaparecia na entrada do Canecão! Achava aquilo espetacular e era ele que em um jogo de luz trocava de lugar com meu pai no palco e fazia a mágica acontecer. Seus Mandamentos Black ficaram eternizados nos bailes, nas festas e nas Pick-ups dos DJs mundo afora. Sua gargalhada e alegria aqui dentro meu coração, descanse em paz 🙏🏽👊🏽

Una publicación compartida por Wilson Simoninha (@wsimoninhaoficial) el

 

 

Ver esta publicación en Instagram

 

Esse foto é na Sala São Paulo em novembro de 2019. Por mais uma vez fiz a direção musical do Troféu Raça Negra. Nesse ano a homenagem foi ao @tonytornadooficial. Dentre os artistas que escolhi para participar estavam @carlos_dafe e @gerson_kingcombo ícones da Black Music brasileira. Gerson trabalhou muito com meu pai e eu o conhecia desde criança. Eu sempre o lembrava de um número que assisti no Canecão em que meu pai desaparecia do palco e reaparecia na entrada do Canecão! Achava aquilo espetacular e era ele que em um jogo de luz trocava de lugar com meu pai no palco e fazia a mágica acontecer. Seus Mandamentos Black ficaram eternizados nos bailes, nas festas e nas Pick-ups dos DJs mundo afora. Sua gargalhada e alegria aqui dentro meu coração, descanse em paz 🙏🏽👊🏽

Una publicación compartida por Wilson Simoninha (@wsimoninhaoficial) el

 

G1 Globo

También podría gustarte