Murió Ivald Granato, padre del performance

Morreu na madrugada deste domingo, 3, aos 66 anos, o pintor e artista multimídia Ivald Granato. Criador de performances históricas, como o grande happening «Mitos Vadios» (1978), que teve a participação de Hélio Oiticica e outros artistas, o fluminense, que vivia em São Paulo, teve a morte anunciada pela família em sua página no Facebook.

«É com muita tristeza e muito amor por ele que comunicamos que Ivald Granato nos deixou essa noite. Ele faleceu durante o sono, depois de se sentir indisposto ao longo do dia», afirmou a nota.

Segundo familiares, o enterro de Granato ocorrerá nesta segunda-feira, 4, às 11h, no Cemitério Getsemani, e o velório será realizado no mesmo local a partir deste domingo.

Nascido em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, Ivald Granato havia inaugurado na última quarta-feira, 29, na Caixa Cultural de Brasília, a mostra «Ivald Granto – Registro – Arte Performance», que ficará em cartaz até 4 de setembro.

A exposição traz documentações sobre um dos mais destacados segmentos da produção do artista, que se tornou, na década de 1970, um dos pioneiros da arte performática no País.

Granato realizava ações e intervenções registradas em vídeos e fotografias e participou, na década de 1980, da Banda Performática liderada pelo pintor José Roberto Aguilar.

Publicado en Avril

 Morre o artista plástico Ivald Granato, aos 66 anos

O artista plástico Ivald Granato, de 66 anos, morreu na manhã deste domingo, em São Paulo. Pioneiro na arte performática, ele sofreu um infarte fulminante enquanto dormia, após passar o dia indisposto. O enterro foi realizado nesta segunda-feira, às 11h, no cemitério Getsemani, em São Paulo.

Granato nasceu em Campos, Norte do estado do Rio. Mas foi São Paulo a cidade que escolheu para viver 35 dos seus 66 anos. Dizia que lá era o lugar das oportunidades. E para ele foi.

Pioneiro na arte performática, o artista multifacetado absorveu todas as informações da capital paulista e as transformou em pinturas, desenho, música, objetos e performances que marcaram toda uma geração.

Com as performances «O urubu eletrônico»(1976), no Teatro Municipal de São Paulo, e «Ciccilo Materazzo em Mitos Vadios» (1978), na Rua Augusta, devolveu sua criatividade a São Paulo.

Parceiro de Helio Oiticica e Lygia Pape, Granato era «uma explosão», na definição do diretor de teatro Pedro Granato, um de seus três filhos. É lembrado como uma figura festiva, debochada, irreverente, mas ao mesmo tempo detalhista e cuidadosa com seus trabalhos, a família e os amigos.

Uma das amizades que cultivou até os últimos dias de vida foi com Ron Wood, guitarrista dos Rolling Stones. Na última passagem da banda pelo Brasil, em fevereiro deste ano, os dois foram até o Beco do Batman, na Vila Madalena, gravar um documentário sobre a turnê pela América Latina, para a BBC de Londres. Depois, seguiram para o ateliê de Granato e seguiram pintando.

Ainda que conhecido por suas aparições efêmeras e viscerais, Pedro conta que o pai sabia o motivo de cada gesto, de cada palavra. Um método desenvolvido por ele, para ele.

– Meu pai era um preciosista. Tinha tudo muito organizado. Era muito técnico e valorizava artistas que tinham o mesmo cuidado – diz Pedro.

Nos últimos anos, o artista se dedicou mais a pintura e a organizar sua própria obra. O resultado deste trabalho meticuloso e delicado poderá ser visto em breve no livro «Ivald Granato – Registro – Arte Performance», um catálogo luxuoso com os marcos de sua obra, que deu origem a uma exposição de mesmo nome, com acervo documental de seu trabalho nas décadas de 1970 e 1980. A mostra, inaugurada na última quarta-feira na Caixa Cultural de Brasília, está em cartaz até setembro.

Seus primeiros trabalhos, na década de 1960, tinham influência dos pintores cubistas, até ele se mudar para o Rio, onde cursou a Escola de Belas Artes da UFRJ e abriu seus horizontes.

Durante quatro décadas, recebeu vários prêmios, entre eles o de Melhor Ilustrador do ano (1990), da Editora Abril, e o Prêmio aquisição na Trienal de Osaka (1990), Japão, além do Prêmio Jabuti, como melhor capa de livro-processo de «Criação – Darlene Dalto 1993» .

Seu trabalho plural faz parte de coleções do Museu de Arte do Rio de Janeiro, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museum Ludwig, na Alemanha, e Le Coq, na Espanha.

Eledeixa a mulher Laís, três filhos e oito netos.

Publicado en O GLobo

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