Brasil: con 350 espectáculos y 3000 artistas comienza la 25ª edición del Festival de Teatro de Curitiba

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A 25ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, que acontece entre os dias 22 de marco e 3 abril, espera receber neste ano 220 mil pessoas em seus 347 espetáculos e 1.318 apresentações. São 35 peças da mostras oficial e outras 312 do Fringe (evento paralelo que acompanha o festival). Os temas deste ano buscam provocar as pessoas e despertar pensamentos, colocá-las de frente com diferenças, discutir a questão de gênero, além de abordar diferentes visões do Brasil (sua gente, sua história e sua subjetividade) e o clássico e sempre imprescindível Shakespeare.

A curadoria da edição 2016 é assinada por Guilherme Weber e Márcio Abreu, que falaram sobre a mudança que ocorreu no público curitibano e de outras regiões nesses 25 anos. “O que aconteceu nesses anos, com Celso Curi, Tânia Brandão e Lúcia Camargo, formou plateias, artistas e o festival continuou se reinventando ao longo desse tempo”, disse Weber. “Todos nós conversamos e discutimos uma transição curatorial. Eu e Márcio pensamos em fazer umas três ou quatro edições, para criar um pensamento curatorial, e depois entregar o festival de volta a eles [Curi, Tânia, Lúcia e Leandro] ou para outros curadores”, acrescentou.

O diretor da mostra, Leandro Knopfholz, falou sobre a importância de o evento se manter vivo neste momento e enalteceu a grande procura por participação. “Tivemos uma diminuição no número de espetáculos na edição deste ano. Não posso dizer se foi uma redução, pois foi mínima, ou se foi um fato isolado”. Ele acrescentou que  tanto os grupos grandes, com financiamento maior, como os pequenos que lutam por patrocínio, batalharam espaço na edição.

A edição deste ano vai receber 3.000 artistas de várias partes do País. Segundo os curadores, não houve preocupação em contemplar todas as regiões do País, tampouco privilegiaram estreias e critério geográfico. “É uma peça  ou um concurso de miss”, brincou Weber.

A exemplo de outros anos, a mostra terá textos clássicos e inéditos, performance, dança, artistas consagrados e novas companhias. Além dos espetáculos, a o festival conta com eventos simultâneos, como  Gastronomia, com atrações gastronômicas, o Mis Mash, programação para a família, Guritiba, voltado ao público infantil, e até apresentações de Stand Up Comedy, além de outros ambientes.

A venda de ingressos já está disponível em vários postos em Curitiba e pelo site do festival. Preço varia entre R$ 30 e R$ 70, para mostra; e entre R$ 6 e R$ 60, para o Fringe.

Publicado en Brasileiros

Festival de Curitiba busca se aproximar da cidade e seus moradores

Completando 25 anos de idade, longe da adolescência e mais perto da maturidade, o filho retorna seu olhar para casa, para as potências e problemáticas do território que o originou. É assim que o Festival de Curitiba se apresenta em 2016, em sua 25ª edição. Busca se aproximar da cidade, daqueles que vivem, assistem e criam teatro em Curitiba. A guinada conceitual do evento se fundamenta na escolha de uma nova curadoria. Em 2016 e nos próximos dois anos, a programação fica a cargo dos diretores Guilherme Weber e Marcio Abreu, dois frutos do teatro curitibano e expoentes do panorama brasileiro. A decisão de mudança partiu do próprio diretor e cofundador do evento, Leandro Knopfholz, que optou por “trazer um olhar diferente, que converse mais com a cidade, que estreite laços entre os artistas curitibanos, os de fora, e todos os que vivem aqui”, diz.

— Acredito no olhar deles, e a proposta é o festival dialogar mais com quem cria arte e pensa a cidade, com as questões urbanas e criativas daqui — diz.

Com orçamento de R$ 6 milhões — o mesmo de 2015 —, o festival irá apresentar uma mostra principal com 35 espetáculos, entre eles quatro estreias nacionais — duas de Curitiba — e duas atrações internacionais. A abertura acontece dia 22 de março com uma atração especial, fora da mostra: a cantora Maria Bethânia e o seu recital “Bethânia e as palavras”.

A mostra de espetáculos dá partida no dia seguinte e segue até 3 de abril, concomitantemente com o Fringe, que completa 18 anos, apresenta 340 montagens e dez diferentes sub mostras, entre elas a “Novos repertórios”, focada no novo teatro curitibano.

— A ideia é interagir mais com quem está produzindo arte e questionamentos, quem está buscando refletir, trocar e se expor — diz Knopfholz.

Entre os novos curadores, que substituem o trio Celso Curi, Lucia Camargo e Tânia Brandão, Abreu é carioca e Weber é curitibano, mas ambos nasceram artisticamente em Curitiba e juntos, como integrantes da Sutil Cia. no começo dos anos 2000 — Abreu fundaria, mais tarde, a Cia. Brasileira de Teatro.

Agora, após circularem o país com suas companhias, buscam estabelecer diálogos entre a cena nacional e a paranaense. Para 2016, estabeleceram cinco linhas conceituais: obras “entre­linguagens” (teatro, dança e performance), autobiografia encenada, visões sobre o Brasil, questões de gênero e revisão de clássicos, entre eles Shakespeare, celebrado pela efeméride de 400 anos de sua morte — “Hamlet” (Coletivo Irmãos Guimarães), além de “Macbeth” e “Medida por medida” (direção de Ron Daniels) compõem a linha.

Entre as estreias nacionais estão as curitibanas “Nuon”, da Cia. Ave Lola, e “La cena”, da G2 Cia. de Dança. O Rio leva dez peças a Curitiba, entre elas a inédita “MÓ — Dramaturgias em dança e desenhos de comunidade”, da Miúda, enquanto a mineira Grace Passô mostra o solo “Grãos da imagem: Vaga carne”, em que atua e assina texto e direção.

Também de Curitiba, chama a atenção o projeto “Ilíadahomero”, que exibe os 24 cantos da “Ilíada”, de Homero, com direção de Octávio Camargo e diversos performers interpretando os cantos.

— Estamos no início de uma curadoria que se realizará em três anos — diz Abreu. — Um dos pontos­chave é trazer mais do que espetáculos. É fazer o festival e suas atrações deixarem mais vestígios na cidade, com debates, workshops, e mais intercâmbio entre artistas, para que tenhamos mais obras que interfiram na cidade, e que também reflitam esse país.

Publicado en O Globo

Festival de Curitiba anuncia grade e nova curadoria

Após apertar o freio em 2015, com uma edição reduzida, o Festival de Curitiba anuncia sua 25ª edição com mudanças no projeto curatorial, que substituiu Celso Curi, Lucia Camargo e Tânia Brandão pelos diretores Guilherme Weber e Márcio Abreu. O evento, que ocorre entre 22 de março e 3 de abril, traz em sua mostra oficial 35 espetáculos ­ mesmo número de 2014, e 312 na mostra paralela Fringe. A abertura terá o show poético de Maria Bethânia, em Bethânia e as Palavras, no Teatro Guaíra.

A dupla estava hesitante no início, Abreu conta que havia a consciência de que o legado do festival trazia consigo uma responsabilidade. “Havia uma limitação”, conta Abreu. “Mas decidimos entrar e nos lançar no desafio”. Para Weber o histórico do festival justifica o cuidado ao dar continuidade. “A mostra formou plateias e abriu a cabeça das pessoas. Mas um festival também se faz de repertórios pessoais”, conta Weber. A fim de oxigenar o posto de curadoria, a dupla antecipou que pretende passar o bastão em até quatro anos.

Com quatro estreias nacionais, o Festival aposta em dois espetáculos locais, Nuon, da companhia Ave Lola Trupe de Teatro, e La Cena, trabalho da G2 Companhia de dança. Os cariocas aparecem com MÓ – Dramaturgias em Dança e Desenhos de Comunidade e, por último, o monólogo Grãos da imagem: Vaga Carne da atriz, dramaturga e diretora Grace Passô. Na lista de montagens internacionais, o festival traz o intercâmbio de artistas brasileiros radicados em outros países, como Parallel Song, de Fernanda Farah e Chico Mello, que residem em Berlim; La Bête (O Bicho) do performer e coreógrafo Wagner Schwartz, e o uruguaio Tebas Land, de Sergio Blanco, que inspirado no mito de Édipo, confina dois homens em algo semelhante a um campo de concentração.

Outro recorte traz espetáculos que apresentam visões do Brasil, como Vozes Dissonantes, da Denise Stoklos, além do novo trabalho da Cia Teatro Balagan Cabras – Cabeças que Voam, Cabeças que Rolam e a dramaturgia maguebeat de Caranguejo Overdrive d’Aquela Cia, dos cariocas Marco André Nunes e Pedro Kosovski.

Entre outras preocupações houve o desejo de que o evento fizesse marcas profundas em Curitiba e em seus artistas. “Queremos que o festival tenha caráter menos eventual, que deixe vestígios na cidade.” Essa intenção se manifesta na escolha de espetáculos e montagens que dialogam com a cidade. Maior exemplo são os espetáculos paulista que entram na grade, com o Orgia ou De Como os Corpos Podem Substituir as Ideias, da Cia. Kunyn, encenado no Parque Trianon, na Avenida Paulista e Cidade Vodú, do Teatro de Narradores, que trata a imigração de haitianos em São Paulo.

Publicado en Estadao

Programación completa en Sitio Oficial

 

 

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